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Começando Cedo se Chega ao Topo

Posted: Category: Juvenil, Masculino, Seleção Date: 12/08/2015 Comentários desativados em Começando Cedo se Chega ao Topo

Não existe lei ou postulado que determine que o bom atleta deve começar cedo no esporte, treat mas que existe uma certa diferença de quem o fez, site isso é inegável! A partir desta constatação, unhealthy que já foi notada por diversos treinadores, os clubes viram a necessidade de investir cada vez mais nas categorias de base e, com isso, a própria CBRu (Confederação Brasileira de Rugby) começou a exigir que os clubes participantes dos campeonatos principais do país tivessem a tal categoria de base.

O Desterro é uma das equipes brasileiras que há tempos colhe o que planta. Um dos treinadores do time juvenil, Lucas (o Bruxinho), por exemplo, é um atleta formado na categoria de base da equipe – o jogador já teve sua história publicada aqui. Bruxinho tem auxiliado nos treinos do juvenil além de fazer o incessante trabalho de recrutar jovens para conhecer o rugby, que, infelizmente, ainda não está no plano letivo dos professores de educação física brasileiros. Lucas foi um dos jogadores do Desterro que começou quando criança e hoje tem seu espaço no time principal, além de fazer parte da Seleção Brasileira de Rugby XV. O jogador reconhece que ter praticado desde menino auxiliou muita na sua preparação para jogar na equipe adulta.

“Uma coisa que aprendi com meus treinadores quando juvenil foi que sempre se deve trabalhar duro, fazer treinos extras e me esforçar ao máximo. Como um dos treinadores do juvenil, sempre tento transmitir essa filosofia para eles, tanto por meio do exemplo como nos treinos durante a semana. Aos poucos os frutos são colhidos.”, comenta Bruxinho.

Hoje, o Desterro conta com mais de 50 atletas menores de 18 anos e, alguns deles, já começaram a chamar a atenção dos treinadores não só do Desterro, mas também da seleção brasileira, que a cada dia reconhece mais que outros p2estados, além de São Paulo, também formam grandes jogadores. Um desses atletas é o Manuel Travisani, de 18 anos, mais conhecido como Portuga. O atleta chegou no time através de um convite, não conhecia o esporte, mas foi notado por um colega de escola, em 2012. Como tinha acabado de chegar em Florianópolis, topou o convite sem pensar duas vezes, viu ali uma chance de fazer amigos, mas não imaginou que o rugby faria parte importante de sua vida.

“A minha vida mudou. Participando de alguns jogos e vendo o adulto treinar decidi me dedicar mais em tudo para ter mais tempo de treino e evoluir meu condicionamento e técnica. Hoje, trabalho o dia todo e treino todos os dias a noite, intercalando rugby e academia. Já estou há três anos nessa rotina”, conta Portuga.

Portuga já foi convocado duas vezes para a seleção brasileira e, com isso, seu nível de treino aumentou, já que para se manter na alta performance não pode parar. “O rugby brasileiro hoje se aproxima de uma profissionalização e sei que muitos atletas do Desterro farão parte dessa “elite”; com certeza todos do time crescerão com isso. Torço muito por todos, assim se eleva o nível do clube inteiro, quando um companheiro nosso chega no nível seleção brasileira, é bom para todo mundo.”

O rugby infantil e juvenil ainda é muito alimentado pelos filhos e familiares de quem já faz parte do rugby há algum tempo (jogadores veteranos e ex-jogadores), mas isso tem mudado pelo Brasil todo. A divulgação está maior e, com a obrigação – determinada pela CBRu – de se ter uma equipe nessa faixa etária, os clubes começaram a correr atrás do prejuízo e realizar um bom trabalho de base, que deveria ter começado há muito. O Desterro já fazia esse tipo de trabalho, mas, com as novas exigências, intensificou o recrutamento de novos atletas e qualificou ainda mais as atividades que já eram realizadas. De acordo com Bruxinho, o Portuga é um dos atletas que entrou no time e se dedicou por completo: mudou física e mentalmente e hoje começou a ganhar destaque no rugby catarinese. “É importante destacar que muitos jogadores passaram pelo time e não p1levaram o esporte a sério, então agora é momento de o Portuga fazer ainda mais pelo rugby, ele deve ter em mente que a partir de agora ele começa a ser visto como exemplo por jogadores menos experientes. Ele está no caminho certo e tem um futuro promissor com a bola oval, se continuar com o trabalho duro”, complementa Bruxinho.

Portuga também reconhece o papel importante que teve o treinador Bruxinho para a sua formação no rugby, já que foi com ele que teve seus primeiros ensinamentos no esporte. “Quando, outro dia vi o infantil jogando, logo pensei: se eu aprendi tanta coisa para minha vida com o rugby em três anos, imagino se fosse essa criança que joga com os amigos desde os cinco anos de idade. O futuro do Desterro está em um excelente caminho”, completa Portuga.

Portuga chegou a ser convocado mais uma vez para integrar a seleção brasileira juvenil, que está no meio do Campeonato Sul-Americano Juvenil, no Paraguai, mas por motivos pessoais, não pôde, desta vez, acompanhar os colegas com a amarelinha. Pelo visto, oportunidades não faltarão.

A importância de ter uma formação de base é primordial para que as equipes deem continuidade ao rugby de alto nível no país. Se hoje o Desterro está entre os quatro melhores clubes do Brasil e alimentando, há anos, a seleção brasileira – juvenil, masculina e feminina -, é porque o trabalho é feito desde o começo e melhorado a cada ano.

E você, já convidou alguém da sua escola para o treino? #VemproRugby

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