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Trabalho, Estudo e… Muito Rugby!

Posted: Category: Masculino, Notícias, Seleção Date: 02/06/2015 Comentários desativados em Trabalho, Estudo e… Muito Rugby!

Jogar Rugby no Brasil tem se tornado cada vez mais fácil, rx afinal, cialis sale a estrutura melhorou muito nos últimos anos. Porém, engana-se quem acha que o jogador de rugby brasileiro vive única e exclusivamente para o esporte. Isso, ainda, infelizmente, não acontece, mas também não diminui a vontade que cada atleta tem de fazer a diferença e deixar um legado para o rugby na terra tupiniquim.

O Desterro Rugby, há 20 anos, fornece jogadores para vestir a amarelinha e representar o país mundo afora, ou seja, além de representar o clube, o atleta tem que conciliar os treinos e jogos da seleção com o trabalho e os estudos. Pensando nisso, resolvemos conversar com o Lucas Piero, ou melhor, com o Bruxinho, que tem essa jornada quádrupla e já competiu este ano pela seleção, pelo Desterro, pelo trabalho, pela faculdade e por aí vai…

10577207_664949483580501_3986714915718535317_nFrequentando os eventos por conta de seu pai, conhecido como Bruxo e ex-Presidente do clube, começou com o rugby aos 9 anos, a partir daí, trilhou sua vida com jogador do Desterro. “No começo eu não gostava muito, achava um pouco violento e vendo o meu pai jogar então, levando trombada, não queria me envolver. Claro que isso mudou e eu comecei a treinar, coloquei na minha cabeça que queria ser atleta e seguir no esporte. Esse ano eu faço 24 anos, ou seja, há 15 anos que jogo rugby e não paro tão cedo. Em 2008 foi minha primeira convocação para seleção juvenil e em 2010, se não me engano, foi a minha primeira viagem com a seleção adulta. Esse ano foi o meu quinto ano jogando o campeonato Sul-Americano.”, comenta Bruxinho.

A tomada de decisão para qualquer jovem que sonha em ser atleta é fundamental. Treinar ou sair com os amigos? Viajar com o time ou fazer a prova do colégio? Horários se chocam, preferências são sugeridas e decisões devem ser tomadas… E isso não foi diferente para o Bruxinho, que desde a época de escola teve que fazer algumas escolhas que, pelo visto, valeram a pena.

“Desde a época do colégio, muitas vezes, eu tinha que faltar algumas aulas. Perto de me formar estive bastante ausente por conta dos campeonatos. A minha sorte é que sempre fui bom aluno e os professores compreenderam, mas desde essa época tive que fazer escolhas: ou eu consigo ser atleta e chegar onde eu quero, ou não. Eu estava disposto a seguir em frente nesse caminho, que acabou me levando a escolha do meu curso na faculdade. Comecei a fazer Educação Física porque queria estar ligado com o esporte, além de jogar. Mas na faculdade é a mesma coisa, tenho que conciliar tudo com o calendário do Desterro e da seleção, mas não me arrependo. A escolha já foi feita e agora é bem provável que o rugby se tornará profissional, sendo assim, será cada vez mais difícil seguir em paralelo com todos os compromissos. Se profissionalizar, ajudará bastante.”, explica Bruxinho.

554803_10152280142209298_1052404759_nEsse ano o Brasil ficou em 4º lugar no Campeonato Sul-Americano, perdendo para o Uruguai, Chile e Paraguai. Três partidas muito duras que trouxeram bastante aprendizado para o grupo novo, que o treinador argentino, Rodolfo Ambrósio, reuniu. Em 2014, o Brasil teve uma vitória histórica sobre o Chile e uma partida duríssima contra o Paraguai, na casa deles, onde saiu derrotado. Esse ano, jogando em Bento Gonçalves, os Tupis perderam por  20 a 11 para os jacarés.

“Eu me senti tão preparado quanto no ano passado. É claro que a cada sul-americano que jogamos entramos em campo mais confiantes. Com o tempo e com o desenvolvimento do nosso grupo, vemos que não é tão impossível assim. Tecnicamente e fisicamente ainda estamos um pouco atrás, mas já estamos bem mais confiantes e estamos cada vez mais perto da vitória.”, conta Bruxinho.

O nível de um atleta que chega à alta performance certamente não aumenta 1017634_467532443322207_825652722_nde uma hora para outra e a base é fundamental para a formação de um jogador. “Com isso tudo a gente não pode nunca esquecer do clube, claro. Nós, que conseguimos chegar na seleção, agradecemos ao nosso clube, que nos dá um suporte e formação, com os colegas de time treinando junto toda semana. Nesse primeiro semestre, com os compromissos da seleção, têm sido bem difícil conseguir me dedicar totalmente ao clube, já que muitas vezes estive viajando para representar o país, porém, estou muito confiante em relação ao desempenho do Desterro no Super 8, nosso grupo está evoluindo bastante. Além disso, estou ajudando nos treinos do juvenil, o que é importantíssimo, já que foi começando no juvenil que cheguei onde estou.”, comenta Bruxinho.

Mesmo tendo essa vida corrida e abdicando de muitas coisas, o rugby continuou na vida de Bruxinho e de muitos atletas que escolheram a bola oval, no início como um hobby, posteriormente se tornando prioridade.

“A gente que joga é meio suspeito para falar sobre isso, mas eu não conheço outro esporte que tenha os mesmos valores do rugby, não só dentro de campo, mas fora também. Camaradagem, humildade, respeito, o Rugby é carregado de valores e forma pessoas, não apenas jogadores ou atletas. Eu tenho certeza que qualquer uma das pessoas que conheci no rugby, caso precise delas, me oferecerão ajuda. O rugby cria laços muito fortes. De dentro de campo parece um esporte violento, meio agressivo, mas eu não conheço outro esporte que tenha como cultura ou uma festa de confraternização entre as equipes adversárias depois de cada jogo. Eu sou suspeito para falar, mas quem não conhece o rugby deveria conhecer, porque vai aprender muito e crescer ainda mais.”, finaliza Bruxinho.

 

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